domingo, 27 de maio de 2012

Mulheres sem prazo de validade

Terminei de ler Mulheres sem prazo de validade - Hora de mudar o jogo, meninas. (2012) de Pauline Herbach pela Scortecci Editora. Gostei muito! Pauline Herbach trouxe crônicas de seu blog Camélia de Pedra que acompanho há anos. Ela é blogueira como eu. Está há oito anos dividindo os seus pensamentos sobre a sua visão de mundo. Posso até não concordar às vezes, pensar diferente, mas seu olhar é tão embasado, inteligente, que acaba me dando uma outra forma de encarar aquela questão.

Obra Beleza Pura (2006) de Beatriz Milhazes

Exatamente o que acontece comigo, Pauline Herbach pode falar de vários assuntos, crônicas e blogs permitem essa liberdade. A autora fala de filmes, mulheres, filhos. Adorei a crônica do buffet infantil. Ela falou também do filme que adorei, Horton e o Mundo dos Quem! que comentei aqui. Claro que eu me identifico muito com as crônicas que falam da mulher, do seu aprisionamento a um homem, do fato de muitas mulheres não amarem em liberdade e se escravizarem no amor do outro. 

Obra Casas e Livros Sob Neblina de Olga Lebedeff

Primeira frase do livro Mulheres sem prazo de validade - Hora de mudar o jogo, meninas. de Pauline Herbach


“Adoro hidroginástica. Até porque esse tipo de atividade que, além da de escrever, e poucas outras, a gente pode ousar que vai dar para fazer até o final da vida.”

A autora, as pintoras e a compositora são brasileiras. A autora e a artista plástica são do Rio de Janeiro.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Mágico

Assisti O Mágico (2010) de Sylvian Chomet no Max. Esse diretor é o do incrível As Bicicletas de Belleville que vi no cinema, no antigo Belas Artes. O Mágico emociona, o roteiro é do Jacques Tati. O texto acaba fazendo uma homenagem a esses artistas que aos poucos perdem espaços para os grandes astros ou o que acham que são os grandes astros, incrível como O Mágico é atual. Esse grande mágico, que só se apresentava em grandes teatros, começa a ver o seu público escassear, até que não querem mais ele fazendo o seu espetáculo lá. Ele já está bem mais velho e resolve viajar para as cidades pequenas do interior, onde passou no começo da carreira e se apresentar em hotéis pequenos.

Sempre me impressiono o quanto as cidades pequenas são generosas com os artistas. Ele é muito bem recebido na cidade, ovacionado, volta a se sentir respeitado. Lá ele conhece uma menina, uma adolescente muito pobre, que passa a segui-lo. O Mágico passa então muito dessa relação dessa moça descobrindo a vida e desse homem mais velho lutando para sobreviver. Eles vão a outra cidade. Me emocionei demais, é triste ver um ventríloquo deixar o seu boneco para vender em uma loja, no fim do filme o boneco já é doado de graça já que ninguém mais quer. E esse ventríloquo acaba bebendo muito e morando nas ruas. O Mágico é todo muito desesperançoso. Eu virei do avesso com essa animação.

Antes do filme começar passou uma entrevista com o diretor. Ele disse que os personagens tem um desenho diferente de Belleville, já que nessa animação anterior as orelhas podiam ser grandes, o rosto engraçado e pela seriedade do tema desse e por ser mais realista, pedia traços mais próximos do real. O Mágico está entre os melhores filmes que já vi na vida e ganhou César e European Film de Melhor Animação.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bate Papo com Cristina Pinho

Assisti ao programa Bate Papo com Cristina Pinho na Just TV com Esther Góes e Ariel Borghi. Eles falaram da peça A Coleção de Harold Pinter que comentei aqui. Faz pouco tempo que comecei a ver mais programas de televisão pelo computador. Talvez por falta de hábito, talvez porque antes a minha tecnologia não era tão confortável, atualizei recentemente a minha banda larga o que ficou bem mais gostoso ver televisão pela internet. E também os programas se adaptaram mais. Esse eu vi ao vivo, vi trechos de outros sem ser ao vivo, volte e meia vou lá ver alguma entrevista que me interessa.

Eu gosto muito de ver matérias sobre o que vi, em geral depois que vi, detesto ver antes pra estragar surpresas, ou me direcionar para o que vou ver. Mas depois eu fico sempre procurando matérias para saber como foi feito, as escolhas. Esther Góes contou como foi a escolha dos atores, que alguns foram trazidos de suas relações, de trabalhos anteriores, mas outros pela busca. Ela disse que o que todos têm em comum nesse trabalho é a paixão pelo o que estão fazendo, todos estão na mesma sintonia de entrega, de fazer a cada noite um espetáculo especial. O Bate Papo com a Cristina Pinho vai ao ar ao vivo no Just TV todas as segundas-feiras às 18h, mas depois da página do programa é possível assistir entrevistas anteriores, ou na página do Just TV no youtube.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 22 de maio de 2012

Não Se Pode Viver Sem Amor

Assisti Não Se Pode Viver Sem Amor (2010) de Jorge Durán no Canal Brasil. Eu sempre quis ver esse filme, desde que estreou nos cinemas, gostei muito, é poético, triste e instigante. Entre realidade, fantasia e imaginação, os personagens aparecem e se encontram. A fotografia é linda, o elenco incrível, um filme inspirador. Não ficamos sabendo se é imaginação do garoto, se são delírios do roteiro, só sabemos que aquelas pessoas estão desesperançosas, solitárias, mas também não sabemos se a realidade é mais feliz quando vemos o final.

Não Se Pode Viver Sem Amor começa com a Simone Spoladore e um garoto. Eles interpretam mãe e filho e ele pede para conhecer o pai. Eles moram no interior e viajam para o Rio de Janeiro. Ela passa o filme procurando o pai do menino, ele sempre passou por onde eles vão mas não está mais lá. O menino é uma graça, interpretado pelo Victor Navega Motta.  No Rio de Janeiro, Cauã Reymond está na miséria, não consegue trabalho, nem consegue convencer a moça que ama de viver com ele, ela é interpretada pela Fabiula Nascimento. Ângelo Antônio interpreta um professor que recebeu uma proposta para morar e trabalhar em outro país, mas sua namorada interpretada pela Maria Ribeiro não quer ir. Seu pai é um taxista intepretado pelo Rogério Fróes.  Babu Santana interpreta um homem que vende milho verde em uma praça e ajuda um amigo ex-presidiário interpretado pelo Roney Villela.

Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os Malavoglia

Terminei de ler Os Malavoglia (1881) de Giovanni Verga. Comprei esse livro da coleção Clássicos da Abril Coleções que vendiam em bancas. Esse livro seria do Ciclo dos Vencidos (I Vinti) que teve só mais um volume inacabado posteriormente. Essa obra naturalista é trágica, sem saídas, uma cidade que vive miseravelmente da pesca e parece que a miséria não acaba. Os mais afortunados são ajudados por outros a tirar mais ainda dos mais pobres, mas nem por isso conseguem ter uma vida melhor, sem outros abusos. Parece que todos só prejudicam os outros. No começo até é engraçado com as excessivas fofocas da vida alheia, todo mundo fala de todo mundo, parece que realmente ninguém tem mais o que fazer.

Obra Il Riposo (1887) de Giovanni Fattori

O autor usa várias frases feitas, interessante como no século XIX já existiam várias frases que hoje ainda usamos.

Há um filme sobre esse livro que quero ver.



Obra L´alzaia (1864) de Telemaco Signorini

Trechos de  Os Malavoglia de Giovanni Verga:

“Em outros tempos os Malavoglia tinham sido numerosos como as pedras da estrada velha de Trezza; e deles havia até em Ognina, e em Aci Castello, todos boa e brava gente do mar, bem ao contrário do que parecia pela alcunha, como sói acontecer.”

“- Uma boa bisca a Mangiacarrubbe – continuava -, uma descarada que fez a aldeia inteira passar pela sua janela. “Mulher que vive à janela não merece trela”, e o Vanni Pizzuto levava-lhe de presente figos-da-índia roubador do feito Filippo, o hortelão, e os comiam juntos no vinhedo, debaixo da amendoeira, que ela os tinha visto com seus próprios olhos.”

Beijos,
Pedrita