Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

O Olho

Assisti O Olho (2008) de David Moreau e Xavier Palud no Telecine Premium. Na verdade esse filme se chama no Brasil O Olho do Mal, mas não tem nada a ver. É só sobre um olho, não é do mal. Eu fui ver esse filme pra me distrair, vocês sabem que adoro esse gênero, fui ver sem expectativas, e me surpreendeu. É um bom filme do gênero. O filme é baseado no roteiro The Eye de Danny Pang, Oxide Pang Chun e Jo Jo. Já teve uma versão dos irmãos Oxide e Danny Pang. É lá do Oriente que tem vindo vários filmes ótimos desse gênero. Quero ver esse anterior.

Uma moça cega consegue um transplante de córnea. Já é a segunda tentativa, a primeira foi aos 12 anos e o corpo rejeitou. Jessica Alba interpreta muito bem a cega, a direção também é bem eficiente, porque mesmo ela já enxergando ela ainda age como uma cega, exatamente como seria, afinal ela se movimenta bem melhor e mais rápido pelo tato. A visão é uma novidade pra ela. Ela começa então a ver coisas estranhas. O final é interessante, mas o diretor estragou quando tenta logo após o final fazer um grand finale. Ele coloca nossa protagonista, que é violinista como solista em um concerto e o texto vem aquela frase clássica de moral da história, típica americana e péssima, além de mal contextualizada. E o final é bom, mas acho que a sensação ruim vem do que colocam logo após o final. Podiam finalizar o filme assim que o segredo é revelado. Uma pena. Alguns outros do elenco são: Parker Posey, Alessandro Nivola, Rade Serbedzija, Rachel Ticontin e Chloe Moretz.



Beijos,

Pedrita

Domingo, 12 de Julho de 2009

Olhar Oblíquo

Assisti Olhar Oblíquo na Sala Paissandu da Galeria Olido. É com a companhia Maurício de Oliveira e Siameses. É impactante! Essa coreografia gera o desconforto. Ficamos incomodados, tesos nas cadeiras. Em um momento eu pensei: "mas eu posso respirar" e relaxei um pouco, porque estava muito tensa. Inicialmente Maurício de Oliveira faz aqueles movimentos que me deixam perplexa, parece que seu corpo não é da mesma constituição que o nosso. Esse momento da foto é outro sufocante. Eles passam entre eles, ficam ali um tempo e ficamos imaginando o preparo físico de todos.
Os intérpretes são Alessandra Hersz-kowicz, Bruna Petito, Davidson Farias, Marina Salgado, Maurício de Oliveira, Natália Fernandes e Thaís Clemente. A iluminação é de Aline Santin. Mauricio de Oliveira assina a coreografia e auxilia na construção dos figurinos. Olhar Oblíquo fica em cartaz até o dia 19 e é grátis.
É melhor chegar um pouco antes porque está lotando rapidamente. As fotos são de William Aguiar.





Beijos,


Pedrita

Sábado, 11 de Julho de 2009

A Noiva Síria

Assisti A Noiva Síria (2004) de Eran Riklis no Telecine Cult.Vi esse filme por um acaso. É uma co-produção entre Israel, França e Alemanha. Eu procurava algo pra ver, não tinha achado nada, vi esse nome, resolvi arriscar, com um certo receio, porque não sou fadada a filmes românticos. Mas A Noiva Síria não é um filme romântico, mas sim um drama e um filme bastante político. Começa com quatro moças andando em uma cidade. Jovens, bonitas, de jeans, alegres, falando de casamento. Parece um dia comum de umas jovens, onde uma vai se casar, e a correria nos últimos preparativos. O filme é ambientado nos dias de hoje.

Aos poucos vamos vendo que não é bem assim. A noiva vai casar com um ator de televisão que ela não conhece pessoal-mente, só o viu na televisão, interpretando o seu personagem. O noivo a conhece por uma foto. Ele não pode vir a cidade da sua noiva, porque é uma cidade que foi ocupada por Israel, mas o povo que lá vive não tem oficialmente nacionalidade alguma. Ela consegue a muito custo um passaporte para poder passar a fronteira de Israel e ir casar com seu marido na Síria, mas assim que fizer isso, será banida de Israel e nunca mais vai poder ir para ver a sua família. Começamos então ver outros problemas de nacionalidades. Os radicais religiosos que vão ao casamento na fronteira falam ao pai da noiva que se o filho que casou com a russa vier, eles não irão ao casamento. Também na cidade há uma manifestação política no mesmo dia do casamento. Com isso vemos inúmeras questões sociais e políticas daquela região são mostradas. Na hora do casamento que algumas vestem roupas mais austeras. No dia a dia vestem jeans. Só as blusas que apesar de modernas não são decotadas nem sem mangas. A Noiva Síria é um filme impressionante, me emocionou demais.
E como algumas questões burocráticas são muito parecidas com o Brasil. Como um carimbo pode gerar uma questão tão séria como qualquer conflito armado.

O elenco é excelente. Belíssimas as atrizes que fazem a noiva síria, Clara Khoury e sua irmã, Hiam Abbass, essa já vi em outros filmes. Achei inclusive que Clara Khoury é muito parecida com a Barbra Streisand. Alguns outros do elenco são: Makram J. Khoury, Ashraf Barhoum, Julie-Anne Roth , Eyad Sheety, Evelyn Kaplun, Adnan Tarabshi, Derar Sliman e Marlene Bajali.

A Noiva Síria ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Locarno e do Ganhou o Grande Prêmio das Américas, o Prêmio Ecumênico do Júri, o Prêmio do Público e o Prêmio FIPRESCI, no Festivald de Montreal.


Youtube: the.syrian.bride.2004.part1











Beijos,


Pedrita

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O Cônsul Honorário

Terminei de ler O Cônsul Honorário (1973) de Graham Greene. Eu adoro esse autor e ele é fácil de achar em sebos. Eu comprei esse, exatamente dessa capa, por R$ 6,00. É uma edição do Círculo do Livro. É fácil achar em sebos virtuais e reais. Eu particularmente não gostei dessa capa, é de 1973 e é do Círculo do Livro, então eles podem ter exigido ao responsável que fizesse algo chamativo, apelativo mesmo. E ficou feia, desculpe a quem fez, sei que deve produzir capas melhores. Mas essa capa tem sim, tudo a ver. eu gosto muito do Graham Greene porque ele ambienta seus livros em geral em regiões degradas, com problemas políticos. Ele sempre me impressiona com o olhar que ele tem aos conflitos de liberdade em países. Dessa vez a trama é ambientada na Argentina, na época da ditadura.
Obra "Me quedo con Ustedes" (1979) de Raul Schurjin

Vou falar detalhes do livro: No começo é bastante confuso porque a ordem não é cronológica, mas depois engrena. Um homem é sequestrado por engano. O grupo político queria sequestrar o embaixador para pedir a libertação de presos políticos em troca, mas eles se confundem e sequestram não somente um consul, mas um Cônsul Honorário. E pior, que só dava problemas, era alcóolatra, casou com uma moça muito jovem e prostituta e já tinha tido desavenças com várias pessoas. Enfim, alguém que ninguém estava muito a fim de salvar, que dirá de trocar por presos políticos. Fiquei impressionada com os diálogos sobre revolução, ditadura, família e religião entre um médico, um ex-padre ou ainda padre, e um revolucionário. De uma profundidade avassaladora. Achei O Cônsul Honorário um livro muito triste.

Obra La Vitrorela de Carlos Torrallardona

Anotei só a frase inicial de O Cônsul Honorário de Graham Greene. O livro é tão emocio-nante que eu acabava não querendo parar para anotar. E os textos finais são bons para ler depois de conhecer toda a obra e na íntegra:

“O Dr. Edurado Plarr permaneceu de pé no pequeno porto do Paraná, entre os trilhos e guindastes amarelos, fixando a vista no ponto onde um penacho horizontal de fumaça alongava-se sobre o Chaco.”

Escolhi colocar as pinturas de autores onde foi ambientada a obra, na Argentina e o músico também é argentino.
Música: luis alberto spinetta - durazno sangrando

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Beijos,

Pedrita

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Guerra dos Mundos


Assisti Guerra dos Mundos (1953) de Byron Haskin no Telecine Cult. Fazia muito tempo que eu não via dois filmes em seguida. Normalmente eu prefiro ver um filme e ficar ruminando um pouco depois. Mas eram dois filmes que queria tanto ver, que não resisti. Eu tinha visto o Guerra dos Mundos do Spielberg e queria muito ver esse. Gostei muito. Apesar de ser um filme de 1953 é muito bem realizado. Me surpreendeu a quantidade de figurantes. Talvez eles mudassem a caracterização para parecer mais, jogo de espelhos, mas mesmo assim eram muitos. O roteiro é muito bom. Barré Lyndon adaptou o livro de H.G. Wells. É igual ao do Spielberg, só que mais centralizado, já que os recursos, a tecnologia e a verba era bem diferente da atual. Então passa mais em uma única região, apesar deles relatarem vários países recebendo os meteoros.

É muito engra-çado o cabelo da prota-gonista sempre arruma-dinho. Ela e o estudioso ficam em uma igreja, com muito pó e destruição caindo na cabeça deles e quando eles vão lá fora ver o que ocorreu, ela não tem pó mais em nenhum lugar e nem um fio de cabelo fora do lugar. Era uma época que achavam que a mocinha tinha que estar sempre impecável, mesmo que não fosse realista. Hoje a opção é por estar mais próximo da realidade. Gostei da ideia do Spielberg usar uma criança para ser protegida pelo pai. Nesse Guerra dos Mundos é a mocinha indefesa que precisa ser protegida. Ela grita o tempo todo, é frágil. Realmente não convenceria nos dias de hoje uma mulher tão sem fibra e covarde. Uma criança parece realmente mais frágil. Os dois são interpretados por Gene Barry e Ann Robinson. Olha só, descobri agora que o Spielberg colocou os dois na versão dele em 2005. Agora quero rever para localizá-los, no IMDB dizem que eles interpretarem avós. Guerra dos Mundos ganhou Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Merecidíssimo, eu mesma me surpreendi. É muito bem realizado levando-se em conta os poucos recursos da época. São poucos os momentos que parecem maquetes.


Youtube: War of the Worlds Trailer (1953)




Beijos,


Pedrita