
Assisti
Um Homem Bom (2008) de
Vicente Amorim no
Telecine Premium. O nome original é
Good. O
007 que tinha me alertado sobre esse filme, o diretor é brasileiro, na verdade nasceu na Áustria, filho de um diplomata e depois estabeleceu-se no Brasil, eu tinha gostado muito de
No Caminho das Nuvens dirigido por ele. O
007, como eu, adora o trabalho do
Viggo Mortensen. É um filme difícil, na Alemanha, na Segunda Guerra, um professor universitário aos poucos vai sendo enredado pelo nazismo. Ele havia escrito um livro de ficção sobre eutanásia, afinal nem ele, nem sua esposa tem a mínima paciência com a mãe dele que perdeu a memória. A esposa consegue ser pior, foge ao piano e ele tem que dar aulas, sustentar a família, cozinhar, cuidar dos filhos e da mãe. O nazismo pede que ele escreva um artigo baseado no livro. Ele fica inflado, nessa época quase ninguém sabia o que os alemães faziam com os judeus. Alguns sabiam que iam pra campos de trabalho, mas ninguém imaginava como eram os campos de concentração. Ele nem percebe que a Alemanha queria justificar com a eutanásia a minimização de sofrimentos e as inúmeras mortes que eles provocavam. Depois de seduzido, ele fica sabendo que tem que se filiar ao partido. Ele tem vergonha, mas aceita e esconde de todos.

Uma aluna 100% ariana começa a seduzi-lo e ele larga a mulher pra viver com ela, larga inclusive a mãe em uma casa com uma única pessoa cuidando e larga os filhos com aquela mãe ausente. O
007 ficou com a mesma impressão que eu, que essa mulher ariana podia ser mais uma das agentes contratadas pelo nazismo não só reproduzir descendentes puros, mas para estimular o marido a aceitar tudo. Com o artigo ele ganha muito dinheiro, consegue ter um apartamento em um bom lugar e depois ganha uma casa. A mulher fala que era a casa de um judeu que fugiu, mas eles não parecem se incomodar em viver naquela casa luxuosa, de se apropriar do que era do outro. Ele era um homem culto, universitário, parecia não querer ver nada, mesmo sendo informado, se deixava levar pela sedução do poder e do dinheiro e como não lutava a mão armada, achava que não era realmente responsável pela guerra. Ele só começa a acordar depois de muito tempo. É chocante o final. Adorei o surrealismo com a música de
Mahler. No
elenco ainda estão:
Jodie Whitaker, Mark Stroong, Jason Isaacs, Gemma Jones, Ruth Gemmell e Anastacia Hille.
Beijos,
Pedrita