terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Yolanda Mohalyi - No Tempo das Bienais

Fui na exposição Yolanda Mohalyi - No Tempo das Bienais da Pinacoteca. Fiquei sabendo que esse exposição ia abrir no dia 5 e fui ver. Gostei muito. Essa artista plástica nasceu na Hungria, depois se naturalizou brasileira. Inicialmente se influenciou e conheceu Lasar Segall. É nítido nas obras dela na década de 30 essa influência. Aos poucos essa arte vai se transformando e criando uma identidade própria e impressionante. Adorei as obras da década de 60 e algumas com texturas. São 95 obras, entre telas e desenhos. Gostei muito de ver o esboço da obra que a pintora fez para uma igreja. A curadoria é de Maria Alice Milliet. Eu paguei R$ 6,00 que é o custo pra entrar na Pinacoteca, para ver o acervo do espaço, essa exposição, a da Lita Cerqueira e as apresentações musicais. Com R$ 6,00 é possível fazer vários programas em um na Pinacoteca. Mas aos sábados é gratuito. Essa exposição fica em cartaz até fevereiro.

Youtube: booh.art.br / potfólio - Yolanda Mohalyi


Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Onze Homens e Um Segredo

Assisti Onze Homens e Um Segredo (2001) de Steven Soderbergh na HBO. Tinha uma certa curiosidade em ver esse filme pelo elenco. Não me empolguei, mas foi muito bom ver todos esses atores belos e talentosos reunidos nesse filme. É um colírio para os olhos: George Clonney, Brad Pitt, Andy Garcia, Matt Famon, Julia Roberts, Casey Affleck e Scott Caan. O personagem de George Clonney sai da prisão e planeja um grande roubo no cofre de três cassinos. Contrata um grupo e começam a programar o roubo. Apesar do filme ser bem elaborado, tem umas questões que não se encaixam muito, são um pouco forçadas.
Youtube: Ocean 11 Trailer



Beijos,

Pedrita

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um Homem Bom

Assisti Um Homem Bom (2008) de Vicente Amorim no Telecine Premium. O nome original é Good. O 007 que tinha me alertado sobre esse filme, o diretor é brasileiro, na verdade nasceu na Áustria, filho de um diplomata e depois estabeleceu-se no Brasil, eu tinha gostado muito de No Caminho das Nuvens dirigido por ele. O 007, como eu, adora o trabalho do Viggo Mortensen. É um filme difícil, na Alemanha, na Segunda Guerra, um professor universitário aos poucos vai sendo enredado pelo nazismo. Ele havia escrito um livro de ficção sobre eutanásia, afinal nem ele, nem sua esposa tem a mínima paciência com a mãe dele que perdeu a memória. A esposa consegue ser pior, foge ao piano e ele tem que dar aulas, sustentar a família, cozinhar, cuidar dos filhos e da mãe. O nazismo pede que ele escreva um artigo baseado no livro. Ele fica inflado, nessa época quase ninguém sabia o que os alemães faziam com os judeus. Alguns sabiam que iam pra campos de trabalho, mas ninguém imaginava como eram os campos de concentração. Ele nem percebe que a Alemanha queria justificar com a eutanásia a minimização de sofrimentos e as inúmeras mortes que eles provocavam. Depois de seduzido, ele fica sabendo que tem que se filiar ao partido. Ele tem vergonha, mas aceita e esconde de todos.

Uma aluna 100% ariana começa a seduzi-lo e ele larga a mulher pra viver com ela, larga inclusive a mãe em uma casa com uma única pessoa cuidando e larga os filhos com aquela mãe ausente. O 007 ficou com a mesma impressão que eu, que essa mulher ariana podia ser mais uma das agentes contratadas pelo nazismo não só reproduzir descendentes puros, mas para estimular o marido a aceitar tudo. Com o artigo ele ganha muito dinheiro, consegue ter um apartamento em um bom lugar e depois ganha uma casa. A mulher fala que era a casa de um judeu que fugiu, mas eles não parecem se incomodar em viver naquela casa luxuosa, de se apropriar do que era do outro. Ele era um homem culto, universitário, parecia não querer ver nada, mesmo sendo informado, se deixava levar pela sedução do poder e do dinheiro e como não lutava a mão armada, achava que não era realmente responsável pela guerra. Ele só começa a acordar depois de muito tempo. É chocante o final. Adorei o surrealismo com a música de Mahler. No elenco ainda estão: Jodie Whitaker, Mark Stroong, Jason Isaacs, Gemma Jones, Ruth Gemmell e Anastacia Hille.


Youtube: The Good trailer


Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tributo a La Berganza

Fui ao recital Tributo a La Berganza no Theatro São Pedro. Foi em homenagem a grande mezzo-soprano Teresa Berganza que estava no Brasil. Durante uma semana os jovens cantores tiveram master classes com a Berganza e apresentaram depois o repertório que tinham trabalhado. Eu me surpreendi com a generosidade dessa cantora, maravilhosa! Cantaram no recital: Mere Oliveira, Keila de Moraes, Miguel Geraldi, David Marcondes, Guilherme Rosa, Tati Helene e Randal Oliveira. Ao piano, Maria Rasetti. No repertório: árias das óperas: O Barbeiro de Sevilha , Guilherme Tell e Italiana in Algeri de Rossini, Carmen de Bizet, Don Giovanni e As Bodas de Fígaro de Mozart, A Dama de Orleans de Tchaikovsky. Ao final a Teresa Berganza subiu ao palco e muito emocionada cantou a capela Casinha Pequenina. Foi um belíssimo recital e gratuito!

Youtube: Teresa BERGANZA & Neil Shicoff - duetto from Werther



Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Salão Germânico

Assisti ao recital O Salão Germânico na Pinacoteca do Estado. Essa apresentação trazia um repertório alemão na voz dos solistas Martha Herr e Walter Weiszflog, acompanhados ao piano pelo Achille Picchi. A curadoria é de Anna Maria Kieffer. Eu gostei demais do repertório, não só bonito musicalmente, como divertido.

Uma dessas canções falava sobre a pulga. O rei adorava a pulga e a promoveu a ministro, que se tornou nobre, bem como toda a sua família. Os nobres não podiam nem se coçar, nem tentar matar as pulgas. Engraçada também a canção sobre os pais que devem segurar os seus biscoitinhos em casa, já que os homens são safados e as moças inocentes. Foi um belíssimo recital e gratuito.

Segue o repertório:

Sigismund Neukomm (Salzburgo, 1778 – Paris, 1858)
Fantasia Brasileira

Joseph Haydn ( Rohrau, 1732 – Viena, 1809)
Das Leben ist ein Traum (J. W. Gleim)
Eine sehr gewöhnliche Geschichte (Christian Weisse)
Guarda quì che lo vedrai (Carlo Francesco Badini)
Saper vorrei se m’ami (Carlo Francesco Badini)

Wolfgang Amadeus Mozart ( Salzburgo, 1756 – Viena, 1791)
Abendempfindung (Joachim Heinrich Campe)
An Chlöe (Johann Georg Jacobi)
Als Luise die Briefe ihres ungetreuen Liebhabers verbrannte (Gabriele von Baumberg)
Warnung (Anônimo)

Friedrich Zelter (Berlim, 1758 – 1832)
Wo gehts Liebchen? (Goethe: Mailied)

Ludwig van Beethoven (Bonn, 1770 – Viena, 1827)
Adelaïde (Matthisson)
Aus Goethes Faust (Goethe)

Franz Schubert ( Viena, 1797 – 1828)
Der Hirt auf den Felsen (Wilhelm Müller)

Sigismund Neukomm
Addio agli amici del Brasile


Youtube: von Otter - Als Luise die Briefe ihres ungetreuen Liebhabers verbrannte (Mozart)



Beijos,


Pedrita